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Not quite sun, not quite the moon



Segunda-feira, 22.09.14

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Adamastor
[Fotografia de TR]

 

Mapa de França com punho cerrado
[Fotografia de TR]

 

Crocodilo sobre telhados alfacinhas
[Fotografia de TR]

 

A vida tem uma ordem natural e nós tendemos a fugir dela. Julgamos que chegámos aqui ainda agora e que vamos inventá-la. Mas não.

O avô encontrava todo o tipo de coisas. Era um recolector, como já disse, e isso fazia-me esperá-lo sempre de uma de duas maneiras. Com medo, porque ele era assustador e sabia ser mau e rebentava logo depois de nos regozijarmos com o lindo dia de sol, tal qual a trovoada que cai no instante em que escrevo; com expectativa, porque a lotaria dos humores comparecia quase na mesma medida da dos achados. Que têm hoje as mãos de Israel? Que metal ou borracha, que coisinha menor e cintilante o fez parar a marcha de olhos pregados no chão?
Ao contrário dele ou como ele, eu olho sempre para cima, lá bem para cima, e também encontro muitas coisas sem ter de inventar. Depois mostro-as, e há quem muito invente e procure — e nada veja. Nuvens há em todos os lugares do mundo. E nunca são iguais.

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por T.


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por Tânia Raposo


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