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Not quite sun, not quite the moon



Segunda-feira, 12.08.13

Virgens há muitas, seus palermas

Fomos, de fininho, desenterrar a virgem. O areal era imenso, o dia estava claro demais. Primeiro, a fêmea traída pelo esboroar de um delírio PME (Para Mãe Estou), pôs o indicador no infinito azul, por certo figurando umas esperanças vãs, celestes, mas ela queria antes assinalar a terra, a sepultura de uma virgem que se tinha traído com o vaivém do casal. Na falta de santos, que nunca somos, espeta-se um pau na areia e mata-se o amor.
Tinha sido isso, assim mesmo, mas sem o pau. De modos que, sem objecto fálico erguido a Nosso Senhor, nunca por nunca o rasto da Senhora encontraríamos. «Ali à frente, ali.» Mas nada, nem vê-la. Então, a retroescavadora feminina, movida a motor duplo, tratou de fazer o milagre possível, que somos nós, entre as mulheres: revivemos tudo pela palavra, construímos uma memória com ela, nova, quando falamos entre nós, e tudo custa um bocadinho menos e é também fruto do nosso ventre, Jesus.

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por Tânia Raposo


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