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Not quite sun, not quite the moon



Segunda-feira, 02.12.13

A Restauração da Atenção

Fui à papelaria da Dona Manela comprar uma esferográfica.
A Dona Manela tem um neto que anda de triciclo e alaga os dossiers; foi ele que me abriu a porta, com uma felicidade de dentinhos virgens, maravilhado com o dlim dlão da campainha.
A Dona Manela tem um cão gorducho, que passa as tardes — com o vagar que só os cães têm  ao sol, no degrau da entrada; um bicho que é um senhor de olhos remelosos, maior sinónimo de pachorra que conheci.
Como o senhor Augusto, da ourivesaria vinte metros adiante, onde fui buscar um carrossel em prata para o meu recém-português, a Dona Manela não estava ensimesmada. A Dona Manela fez negócio comigo  e estava feliz.
Tagarelámos. No remate, uma atençãozinha. É disso que precisamos. E temos de regressar àquele  a este  País.

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por T.



por Tânia Raposo


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