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Not quite sun, not quite the moon



Quarta-feira, 18.09.13

Coisas simples e sem originalidade

O meu preto Cláudio trouxe-me mais um robalo. E a broa: duas fatias franciscanas que guardara com cuidado, no cesto dos reservados, para a sua sempre futura esposa – vai levá o vinho à minha mulhé – engoliram a poça de azeite; mastiguei-as e engoli-as também. Depois pensei, muito estupidamente, que o mundo é isso mesmo: coisas que engolem coisas que engolem coisas que engolem coisas. Como as matrioskas, até ao infinito das partículas invisíveis.
Levanto-me, arrojo duas cadeiras de plástico, e o António-todo-rugoso diz que fazemos contas para o ano, ou quando for. Caminho, encontro as praieiras, os montinhos de pevides, amendoins, as pazinhas no saco dos cajus, chambre, room, zimmer, barraca, menina?, tudo no lugar – o mesmo lugar. Subo a rua, cruzo-me com o roto-tonto-sempre-ao-serviço, enfio um postal no marco ao lado do mercado, compro os últimos papos-secos do Estica.
Setembro é mais frio aqui.

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por T.



por Tânia Raposo


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