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Not quite sun, not quite the moon



Segunda-feira, 05.08.13

C.S. vai de férias

Era uma vez uma menina que fez uma permanente nos anos 80 e depois ganhou juízo, cresceu. Entretanto, sonhou com um príncipe com nome de apóstolo, apostou tudo, casou. O anjo visitou-a e disse-lhe que era tempo de ser outra, de ser mãe. A menina-mulher agarrou no seu amealhado de sonhos e pô-lo todo, seguro, nessa transformação.
Nasceu João, e faz-se homem a cada segundo. E segue sempre, sempre destemido, porque tudo é falível, mas não a Mãe. Os dois, sós, sapateando – é assim que os imagino sempre em desenhos animados.

Os olhos da Mãe continuam iguais, como na fotografia em que me agarra, as duas sentadas numa manta, no quintal da avó, com papoilas atrás. Digna, substancial, empenhada, hoje chorou. Vai de férias e não leva o seu menino-ai-Jesus. Que é má, má mãe. Eu, toda matriarcal, disse-lhe que recuperasse o juízo, com medo de uma sequela da ondulação.

C.S. vai de férias. Imagino-a ilustrada, a aguarelas, andando de barquinho, o rosto debaixo de uma sombrinha carmim. Mande-me um postal, ma chérie, ma chérie-Maman. E mande saudades à minha cidade cheia de Luz.

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por T.


2 comentários

De Paulo a 05.08.2013 às 15:03

Não tenho a menor dúvida que receberá uma linda aguarela em forma de postal. Mas, porventura, de Londres e com a aposição da assinatura do filho. Afinal, uma mãe é sempre infalível.

De T. a 05.08.2013 às 17:27

Caro Paulo,

Basta-me confiar nas suas palavras para já procurar espaço para a aguarela, que mandarei, depois, emoldurar.
Muito grata,
T.

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por Tânia Raposo


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